Um 'Titanic' chamado Brasil. Entenda porque.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O "Titanic" é a metáfora perfeita para o Brasil. Entenda porque.
Estamos nas mãos de um governo perdido, sem rumo e desmoralizado e de uma oposição sem moral e irresponsável que aposta no quanto pior melhor para voltar ao poder.Sem falar na imprensa partidarizada que pratica o terrorismo econômico diariamente. Se as pessoas nesse país fossem sérias e se preocupassem verdadeiramente com os destinos da nação como um todo, esse seria o momento de união de todas as forças políticas e da sociedade civil, não para salvar o governo mas para salvar o país da grave crise política e econômica.
Governo e Oposição estão no mesmo barco,uma vez que a Oposição é governo em vários estados.Mas, em vez de mudar o rumo  eles aceleram o barco em direção ao iceberg, ao desastre. E o salvamento dos náufragos desse "Titanic" metafórico,será semelhante ao que ocorreu com o Titanic real: a prioridade total é salvar os que estão nos "decks" superiores, deixando os que estão no porão entregues à própria sorte. Os nossos políticos estúpidos não percebem que se o barco afundar, todos afundarão com ele. Se o Brasil afundar, não é apenas a dona Dilma que vai sofrer as consequências, mas o país inteiro, com inflação, desemprego, mais violência e desesperança.Se os poderes da nação, empresários e a sociedade civil  tiverem algum juízo, devem esquecer a politicagem rasteira, o egoísmo, o fanatismo ideológico  e se unir para tirar o país dessa grave crise, mais política do que econômica, na qual se encontra.Caso contrário, TODOS nós pagaremos um preço muito  alto  pela nossa falta de bom senso e responsabilidade.
E por que  O “Titanic” serve de paradigma para a sociedade brasileira? Ora. porque nada simboliza com mais fidedignidade a divisão de classes que um navio, que vai do porão aos “decks” superiores elitizados. No porão de nosso país se encontram os excluídos, marginalizados, os descartáveis ou elimináveis. Nos decks superiores,se encontram os "bem nascidos", a elite,os que enriqueceram explorando os que se encontram no porão.
Em um excelente artigo, o  historiador Edgar de Decca traça um paralelo entre o "Titanic" e a sociedade da época e que se estende até os dias de hoje
"O navio representa um microcosmo da sociedade da Europa moderna do período imperialista, com seu andar superior repleto de personagens típicos da burguesia abastada e ociosa, da agonizante aristocracia e da classe média ascendente, todos eles turistas em busca de aventuras e fantasias no além-mar. Nos andares inferiores, amontoam-se trabalhadores que emigram para países distantes da Europa em busca de sonhos de felicidade. Não deixa de ser significativo que todos estão no mesmo barco, que, entretanto, ao afundar, privilegia o salvamento dos mais abastados e deixa os trabalhadores jogados à própria sorte. Uma semelhança muito grande com o que acontecia na vida cotidiana das grandes cidades europeias e que também encontraria continuidade na aventura imperialista. Todos parecem ter o seu sonho satisfeito dentro do navio: os burgueses, porque suas aventuras e fantasias iriam se transformar em lucros capitalistas fabulosos na expansão e exploração econômica imperialista; a aristocracia decadente, por acreditar no sonho imperial cavalheiresco da expansão e da dominação europeia no mundo; a classe média ascendente, porque esperava alcançar os cargos burocráticos e militares da administração colonial; e os trabalhadores por sonharem com terras distantes, onde iriam começar uma nova vida diferente das agruras das grandes cidades industriais e da pobreza do trabalho rural assalariado. O elemento emblemático do filme Titanic é esse navio, símbolo da vitória da tecnologia e da ciência, que se acreditava indestrutível e impossível de submergir, como se a confiança na ciência e na técnica fosse de tal grandeza, a ponto de cegar os homens para a possibilidade de um desastre. Todos aqueles que participavam da viagem, de uma maneira ou de outra, acreditaram nessa fantasia criada pela tecnologia industrial e apenas perceberam o tamanho do pesadelo quando acordaram tarde demais. Se pudéssemos resumir a experiência imperialista numa única imagem, o Titanic seria sem dúvida uma das mais completas. Evidentemente, existiram outras, mas que talvez não tenham alcançado a dimensão real desse navio, que de sonho maravilhoso transformou-se num enorme pesadelo."
O navio luxuoso que ante ao desastre privilegiava salvar os ricos deixando os pobres à própria sorte ainda é uma perfeita metáfora para as crises econômicas do século XXI.
É exatamente este o cenário que vimos na Europa atual, quando trabalhadores gregos e espanhóis saem ás ruas revoltados contra as famosas medidas de "austeridade" que são receitadas pelos grandes fundos econômicos mundiais, cuja solução prevê a manutenção dos altos lucros e concentração de renda que beneficia a minoria dona do grande capital em detrimento dos trabalhadores.
é o mesmo receituário que vemos no Brasil, quando os efeitos da crise mundial se tornam mais visíveis, com estagnação econômica e aumento da inflação, são realizados os "ajustes" que de certa forma sempre cortam direitos da grande população. E não pensem que os opositores ao atual governo, que de suas varandas gourmets batem em panelas de R$1.500,00 desejam algo diferente. Ao contrário, querem aprofundar as medidas que precarizam a vida e destroem direitos dos trabalhadores .
Nesse cabo-de-guerra a nossa classe média está repetindo o discurso reacionário da direita, contrário às conquistas sociais e pedindo pelo corte de importantes programas de inclusão. Em boa parte nossa classe média é desinformada, mas não é apenas falta de esclarecimento político, econômico e social. Trata-se de uma posição histórica de antagonismo em relação às classes mais depauperadas da nossa sociedade. Ser classe média em uma nação subdesenvolvida com um grande fosso social entre as classes tem os seus atrativos.
Por isso, foi criado para o Brasil o termo "Belíndia", que se referia ao país onde uma pequena classe rica vivia como os ricos da Bélgica e a imensa parte da população pobre como se vivesse na Índia. E para as classes médias, exceto pela questão da violência, viver na Belíndia é muito mais interessante do que viver num país cujo capitalismo seja menos excludente. A pessoa que é das classes médias na Belíndia pode ter seus pequenos servos, como faxineiras diaristas, lavadeiras e passadeiras, coisa que uma pessoa da classe média na Finlândia, por exemplo, não tem acesso, pois não existe uma distância econômica que permita isso.
The Bruzundangas Times

Enquete

Um ano como prefeito, você considera o Crivella o pior prefeito que o Rio já teve até hoje?

SIM 954 83%
NÃO 200 17%

Total de votos: 1154

Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!