Os EUA têm a obrigação moral de ajudar os refugiados. Afinal eles são um dos responsáveis por essa tragédia

A maioria dos refugiados que chega à Europa vem da Síria, do Iraque, do Afeganistão e da Líbia, países que sofreram  intervenções diretas ou apoios a grupos rebeldes por parte dos EUA. Ao desestabilizar aqueles países, os EUA criaram as condições que geraram a maior crise de refugiados, desde a Segunda Guerra. 
Um novo livro de memórias de um ex-analista sênior do Departamento de Estado fornece detalhes impressionantes sobre como décadas de apoio a militantes islâmicos ligados a Osama bin Laden provocou o surgimento do "Estado islâmico" (ISIS).
O livro estabelece um contexto crucial para a recentes revelações de Michael T. Flynn, chefe aposentado da Agência de Inteligência de Defesa do Pentágono (DIA), confirmando que funcionários da Casa Branca tomaram  uma "decisão voluntária" de apoiar  jihadistas  filiados a Al-Qaeda na Síria - apesar de terem sido  advertidos pelo DIA que isso iria provavelmente criar uma "entidade" como o ISIS na região.
J. Michael Springmann, um diplomata americano de carreira aposentado cujo cargo no governo passado era no  Bureau de Inteligência e Pesquisa do Departamento de Estado, revela em seu novo livro que operações secretas dos EUA em aliança com estados do Oriente Médio que financiam grupos terroristas anti-ocidentais não tem  nada de novo. Tais operações, ele mostra, foram realizados por várias razões míopes durante de depois  da "Guerra Fria'.
Na década de 1980, como o apoio dos EUA aos combatentes  mujahideen no Afeganistão para expulsar a União Soviética, Springmann viu-se involuntariamente no coração de operações altamente secretas que permitiram a militantes islâmicos ligados a Osama bin Laden  estabelecer um ponto de apoio dentro dos Estados Unidos.
Após o fim da Guerra Fria, Springmann  diz que operações similares continuaram em diferentes contextos para diferentes fins - na ex-Jugoslávia, na Líbia e em outros lugares. A ascensão do ISIS, ele afirma, foi um resultado previsível desta política contraproducente.
Os EUA acolheu até agora  cerca de 1.500 refugiados sírios. É muito pouco para quem é um dos principais causadores dessa onda de refugiados. Mas os EUA foi fundado sobre o ideal de refúgio, de liberdade. A Indiferença é uma traição à sua missão.
E conforme declarou recentemente o presidente Russo Vladmir Putin, "A Europa segue às cegas essa política (dos EUA) no marco de seus compromissos de aliados e depois arca com todo o peso" das consequências, disse Putin  aos jornalistas durante o Fórum Econômico de Vladivostok.
O presidente russo comentou que vê "com perplexidade como alguns meios de comunicação americanos criticam à Europa por uma excessiva, segundo eles, crueldade com os imigrantes", enquanto os próprios EUA não sofrem a avalanche de refugiados de países em guerra no Oriente Médio, na Ásia Central e no norte da África.
O chefe do Kremlin reiterou que essa política realizada até hoje pelo Ocidente pretende impor seus valores e padrões nessas regiões sem levar em conta suas peculiaridades históricas, religiosas, nacionais e culturais.
The Bruzundangas Times

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