Há uma grave crise de refugiados e não é na África ou no Oriente Médio. É na América Central

Há uma grave crise de refugiados que ameaça as já abaladas relações entre a República Dominicana e o Haiti. Ativistas estão denunciando a implementação por parte do governo dominicano, de uma política que potencialmente poderia deportar centenas de milhares de dominicanos de origem haitiana  para o outro lado da fronteira, para um país que nunca conheceram.
"Há um estado de terror na República Dominicana", disse os escritor Junot  Diaz a uma multidão que se reuniu no bairro de Little Haiti em Miami, em um painel organizado pelo Miami Workers Center, um grupo ativista local.
 
Uma decisão judicial  de 2013 com efeitos retroativos despojou haitianos-dominicanos, entre outros grupos de imigrantes, da sua cidadania  se eles não  conseguiremprovar que têm pelo menos um dos pais com "sangue Dominicano." Com efeito, o acórdão deixou quatro gerações de haitiano-dominicanos apátrida, porque alegam que  as famílias estavam "em trânsito" todos esses anos. O prazo para a haitianas-dominicanos  enviar a papelada para permanecer legalmente no país foi a última quarta-feira. Apenas cerca de 300 conseguiram entregar os papéis a tempo, informou a Associated Press.
Refugiados dominicanos de origem haitiana
O governo Dominicano alinhou  uma dúzia de ônibus que serão utilizados para as deportações. Sete "centros de repatriamento" criados na fronteira para os haitianos, foram comparados a campos de concentração. 
"A última vez que algo assim aconteceu foi na Alemanha nazista, e ainda assim as pessoas dão os ombros para essa grave crise humanitária", disse Diaz 
 

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