A humanidade não evoluiu. Apenas sofisticou os métodos da barbárie. Essa imagem é mais uma prova disso.

"Se as pessoas não fossem profundamente indiferentes em relação ao que acontece com todas as outras, excetuando o punhado com que mantêm vínculos estreitos e possivelmente por intermédio de alguns interesses concretos, então Auschwitz não teria sido possível, as pessoas não o teriam aceito." (Theodor Adorno) 

Essa imagem tenebrosa mostra o corpo de um "jihadista"  iraquiano  que pertencia ao  tal Estado "Islâmico" e tentou  desertar do grupo extremista. É a barbárie no seu mais alto grau. Olhemos ao nosso redor: a realidade que nos cerca expressa a barbárie e está repleta de fatores que apontam para o risco da regressão. O mundo globalizado impele as pessoas em direção ao xenofobismo, à intolerância diante do outro, à idéia de que há uma inevitabilidade histórica, ao consumismo e ao individualismo desenfreado. Naturalizam-se as mazelas e misérias da condição humana: em nome de um determinismo amparado num viés tecnicista e nas necessidades da concorrência internacional, isto é, da predominância do mercado, tudo é justificado. As possibilidades históricas são suprimidas pelo discurso único e dogmático.

A crítica deu lugar ao servilismo. A cultura neo-liberal decretou, que não existe alternativa e os intelectuais, salvo honrosas exceções, acataram. Os problemas sociais que afligem enormes parcelas da humanidade, excluídas da mais elementar cidadania, parecem inevitáveis ou um castigo dos céus. O capital riscou do mapa contingentes populacionais cujo maior pecado é simplesmente não ter poder aquisitivo para consumir. Estas pessoas, no Brasil, na África, na Índia e mesmo nos países desenvolvidos, não contam como humanos: são descartáveis.

The Bruzundangas Times.

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