Projeto de lei quer acabar com a taxa que moradores de Petrópolis pagam a herdeiros da familia imperial

O pagamento do chamado laudêmio (2,5% sobre o preço de mercado do imóvel) tem de ser feito à vista à Companhia Imobiliária de Petrópolis, entidade administrada pelos descendentes de Dom Pedro 2º. Caso contrário, o comprador – quem, na prática, acaba desembolsando o valor - não recebe a escritura. A receita anual com essa taxa é de cerca de R$ 4 milhões, divididos entre dez  integrantes da  antiga família imperial. O vereador Anderson Juliano, do PT, quer acabar com o benefício centenário, argumentando  que  o laudêmio eleva o preço dos imóveis e afasta investimentos da cidade.

Os herdeiros da  família imperial  alegam que os imóveis do chamado 1º distrito de Petrópolis – a região central da cidade – estão localizados na área correspondente à Fazenda do Córrego Seco, pertencente a Dom Pedro 2º. No século 19, o então imperador brasileiro teria divido o terreno e o cedido à exploração de terceiros que, em contrapartida, pagariam uma taxa à família real toda vez que a propriedade trocasse de mãos.



Hotel Quitandinha.

Esse tipo de taxa também  se paga  à Marinha e à Igreja Católica

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